Lekh lekhà
Vá! E no caminhar, encontra a ti mesmo. Enfrenta tua jornada, memoriza a estrada. Reconhece tuas falhas, descobre tua essência.
Vá! E no caminhar, encontra a ti mesmo. Enfrenta tua jornada, memoriza a estrada. Reconhece tuas falhas, descobre tua essência.
Toma a dor como mestra, faz da solidão companheira. Coleciona feridas invisíveis, sente em silêncio as cicatrizes. Faz dos gritos teus sussurros, e dos dias bons alento. Fuja dos ruídos, encontra no silêncio teu refúgio.
Vá! Vai além da tua origem. Para que a supere e compreenda. Faz para que dela te livres, e a ela pertença. Para que ela seja alicerce, não destino. Faz para que ela seja lembrança, não caminho.
Vá! Vai além da tua mitologia. Entende as crenças que carrega, se a ti pertencem. Encara a coerência, observa o que a ela sobrevive. Renova a tua mente, não te apega ao conformismo. Desafia o incorreto, mesmo que seja punido.
Vá! Vai além do que foi lar. Te espanta com a vastidão do deserto. Tema o calor, treme no desamparo do frio. Guarda as bolhas nos pés, as feridas nos lábios. E quando encontres teu lar, faça nele tua morada. Coloca nele o teu coração, viva satisfeito. Abre-o aos teus amigos, a família que fizeste.
E mesmo quando estiveres lá, vai!
Continua a caminhar!
Vá até você mesmo!
Após algum tempo, um hiato poético. Linhas que refletem sobre a nossa caminhada e algumas de suas nuances. Palavras que falam da trajetória abraâmica — e da nossa.


O caminho do conhecimento é árduo e requer reflexão, que requer silêncio, solidão, onde você está entregue àquele que você menos aprecia: a si mesmo.
Requer também se desfazer do seu ego, desconstruir a si mesmo e reconstruir novamente em um mundo novo e inexplorado. É, acima de tudo, ter coragem de mudar e correr o risco de amanhã chamar o você de hoje de trouxa.